2012-05-13

M12 - Hipogrifo

Apontamento sobre as múltiplas competências do grifo:
Um hipogrifo é uma criatura lendária, supostamente o fruto da união de um grifo e uma égua.
Como um grifo, ele tem cabeça de águia, patas munidas de garras e asas cobertas com penas, sendo o resto do corpo o de um cavalo.
Este estranho animal surge em várias obras:
é referido nas Lendas de Carlos Magno, de Thomas Bulfinch;
nos poemas de Orlando o Furioso, de Ludovico Ariosto;
na série de jogos Warcraft, surge como unidade voadora dos Night Elves, em Warcraft III, e como transporte de jogadores, em World Warcraft;
em vários livros da série Harry Potter;
ainda no filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, surge o hipogrifo Buckbeak ou Bicuço, propriedade de Hagrid e amigo de Harry.
Já mais próximo de nós, um artista da areia, escolheu a figura do hipogrifo, para o trabalho que apresentou, em 2010, no Fiesa 2010, no Algarve, com o resultado final que atesta a figura seguinte


 [Amabilidade do blog umraiodeluzefezseluz.blogspot, projecto do  António Manuel Santos (veterano da Guiné)]

Azevedo

2012-05-10

M11 - A um grande Amigo

"Meu grande sacana que partiste sem avisar"
Falavamos assim desbragadamente, sempre que não havia  ouvidos de terceiros que se atrevessem a  concluir que havia menos respeito.
Não vai voltar a acontecer. Um dos porventura,  mais simples e humilde dos nossos verdadeiros  amigos, deixou-nos em janeiro passado. Soube há algumas horas, através de uma mensagem do Fontes.
Conhecemos-te, como ser humano, exemplo de paciência, disponibilidade e joviabilidade; por vezes abusamos da tua quase ingenuidade.
Acima de tudo, acredito que a jornada de África, ajudou a caldear a tua  autenticidade, expressão última de um ser humano, em busca do justo equilibrio entre  qualidades  e  defeitos, e que, como afirmavas,  tentava cumprir
Depois de Angola, falamos pouquissinmas vezes
Talvez na primeira  que nos encontramos, louvei-te no cumprimento, a mão firme e calejada; disseste com orgulho que estavas a ajudar os teus velhotes, a fabricar a terra.
Com os anos a passar, fui sabendo de ti, nos encontros, em que foste sempre recordado com amizade e saudade
Um dia, confirmaram-me a grande opção da tua vida, a de não fugir de uma paixão. De um turbilhão, que se adivinhava, de emoções indomáveis e terrenas, das que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos e soluços. Opção segura e convicta, terá sido, companheiro.
Neste momento de grande mágoa, recordo ainda e mais uma vez, a noite de 6 de maio de 74, em que estivemos no Luando, quando da emboscada que, horas antes tinha ceifado a vida de 8 camaradas. Noite em que  voltamos a estar de acordo, em como a maior perda na vida, é o que deixamos  morrer  dentro de nós; noite avançada, e essa perda estava lá, teimando em instalar-se, e sem o dizer, tentamos fazer da resignação força.  
E, com outros camaradas, fomos afogando as mágoas, até de manhã.
As palavras nunca poderão exprimir completamente um pensamento, e desta vez tu, Domingos Cruz, és o culpado. Acredito.
Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada
(Fernando Pessoa)
(da esqª p/ a dirª) Valério, Torres, Azevedo, Gonçalves e Cruz

Azevedo

2012-05-09

M10 - Grifo

2012-05-07


 M9 - Guerra - Paz
O pressuposto em que assenta o livro de Slavoj Zizek, “Viver no Fim dos Tempos”, é (e cito pg12): “ o sistema capitalista global aproxima-se de um ponto-zero apocaliptico. Os nossos “quatro cavaleiros do Apocalipse” são, respectivamente, a crise ecológica, as consequências da revolução bioenergéticas, os desiquilibrios internos do próprio sistema (problemas suscitados pela propriedade intelectual, os conflitos vindouros em torno das matérias primas , dos recursos alimentares e da água) e o aumento explosivo das divisões e exclusão sociais”.
Ultrapassado, este ponto zero, podemos começar a entender a crise como uma opoortunidade para um novo começo

Aqui, hoje e para já, “somos a memória que temos, e essa é a história que contamos” (Saramago)

Para a Nação dos Veteranos, começa a ser premente partilhar esta memória,.
Trago na minha, desde o Natal de 2011, o registo do final da negociação, na FNAC, entre dois jovens, com a decisão de comprar a caixa de DVDs, com o titulo de Guerra, do Ultramar/Colonial/de Libertação, de J.Furtado; disse um deles: “vai esta caixa, porque, também lá em casa, ninguém fala e isto vai dar para ficar a saber umas coisas”.
Isto reflete que algures, há uma memória não partilhada.
Por isso, leio respeitosamente o site do Luis Graça & camaradas da Guiné, indubitavelmente o maior repositório de “ narrativas, histórias, estórias, documentos, relatórios, fotos, vídeos … relacionados com a nossa vivência comum, a guerra, de que fomos actores e vítimas, protagonistas e testemunhas”, como se afirma na declaração editorial de principios

Ontem, reli vezes sem conta o post 9855, até me encontrar com o titulo deste escrito. Não terá sido por acaso. O binómio Guerra-Paz figura no titulo do épico de Tolstoi : Guerra e Paz (1869)
Mas há mais, no que me fez a chamada ao titulo: Tolstoi repudiava todos os que fingiam que a história era produto de grandes homens e das suas decisões. Nas descrições que fez, a vida real era, é demasiado complexa e acidental, para ser controlada pelos que estão no topo; os que estão na base da piramede, é que fazem a história, mesmo que não tenham disso consciência.
Perdoem-me a extensão da prosa, mas não posso deixar de o fazer, para relevar o conteudo do já referido post 9855

O que se transcreve, é sublime; e,sorte a do camarada José Teixeira.

Leiam então, por favor, o que respiguei do Post 9855 no blog de Luis Graça & camaradas da Guiné: [http://www.blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/] 

O nosso camarada José Teixeira (ex-1.º Cabo Enf.º da CCAÇ 2381, Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70) reencaminhou-nos esta mensagem do seu filho
Tiago, médico, que está na Guiné-Bissau em missão humanitária a trabalhar no Hospital de Cumura:

"Eras meu camarada, que é uma palavra que só quem esteve na guerra compreende inteiramente o sentido: não é bem irmão, não é bem amigo, não é bem companheiro, não é bem cúmplice, é uma mistura de tudo isto com raiva e esperança e desespero e medo e alegria e revolta e coragem e indignação e espanto, é uma mistura de tudo isto com lágrimas escondidas" in “Quarto Livro de Crónicas” de António Lobo Antunes

Hoje de tarde fui ao cemitério de Bissau, onde estão sepultados camaradas de armas do meu pai, do tempo da guerra colonial...
Conheço todas as histórias das granadas que rebentaram com a vida daqueles jovens, e dos estilhaços que ainda hoje continuam nos seus corações... tudo isto a preto e branco, num álbum de memorias que em família desfolhávamos amiúde...
Não sei bem explicar porque sinto que isto é um regresso... Na verdade, nunca cá estive. Acho que é um regresso em nome do meu pai, da sua fidelidade a esta terra e a esta gente, que o marcaram para a vida, que me marcaram para a vida... Como se um linha filial marcasse estes quarenta anos de tempo, e que o meu regresso fosse o cumprir de uma tal promessa de fidelidade...
Ass.”

azevedo

2012-05-05

M8 - Somos a memória que temos
“Contamos histórias, pois claro. Contamos a nossa propria história, não a da vida, não a biográfica, mas essa outra que, em nosso próprio nome, dificilmente teriamos a  coragem de contar, não por dela nos envergonharmos, mas porque o que há de grande no ser humano é grande de mais para caber em palavras, e aquilo em que somos geralmente pequenos e mesquinhos é a tal ponto quotidiano e comum que não levaria qualquer novidade a esse outro grande e pequeno que é o leitor. Talvez por tudo isto alguns autores entre os quais me incluo, favoreçam, nas histórias que contam, não a história dos que vivem e vêem viver, mas a história da sua própria memória. Somos a memória que temos, e essa é a história que contamos”.

José Saramago

2012-05-04

M7 - Presentes
"A música é capaz de reproduzir, de forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria."
(Ludwig van Beethoven)
Il Silencio - adapt Nino Rossi – int Melissa Venessa – orq J Strauss – dir Andre Rieu 
Praça Vrijthof, Maastricht, em 6jul2008 

Azevedo

2012-05-03

M6 - Convívios 2012

2012-05-02

M5 - Convivio 2012 da C.Art. 3540




Convívio 2012 da C.Art. 3539







M4 - Cpts


Um grande abraço para todos os ex.camaradas de armas do BART 3881
  
Agostinho Fernandes
Ex,Fur.Mil.Op.Especiais Cart. 3538
Telem. ( 00 351 96 271 90 23 )

2012-05-01

M3 - Convívio 2012 da C.Art. 3538